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Web Original

PARA JOVENS

Amar a mim mesmo? Será que é possível?

From the December 2022 issue of The Herald of Christian Science

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 26 de setembro de 2022.


P: Sempre ouço dizer que devemos amar a nós mesmos. Mas às vezes penso: será que é possível?

R: Sei o que você quer dizer. Às vezes, pode parecer muito difícil amar-nos a nós mesmos, e eu acho que é devido às coisas que dizemos a nós mesmos, sobre nós mesmos.

A maioria de nós sabe que não se deve mentir ou espalhar boatos sobre as outras pessoas. Mas, algumas vezes, acho que contamos ou damos ouvidos a histórias que não são tão boas a nosso respeito. “Não sou muito rápido.” “Não sou inteligente o suficiente.” “Não sou… alguma coisa o bastante.”

Com certeza alguém por aí é mais rápido do que você, melhor em matemática, ou mais engraçado, ou o que quer que seja. Mas, quer você acredite ou não, todos esses “eu não sou” não nos definem de verdade. Aquilo para que não somos bons, e para o que não correspondemos à altura da perfeição, não constitui verdadeiramente a nossa identidade. E lembrar disso, ao menos para mim, geralmente quebra aquele sentimento de que amar a mim mesmo não é possível.

Como é que eu sei que as coisas ruins não nos definem? Graças a algo que Jesus disse e que você pode encontrar na Bíblia. Eu sempre gosto das coisas que Jesus ensinou, porque ele nos disse que veio para dizer a verdade e para nos contar o que é verdadeiro. Então, podemos realmente confiar em tudo o que ele diz.

Aqui está algo que ele disse no Sermão do Monte, por exemplo: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5:16).
Na minha opinião, isso significa que cada um de nós tem uma luz maravilhosa e única — nossa individualidade, nosso presente para o mundo — e podemos não apenas conhecê-la, mas ter confiança em deixá-la brilhar. A parte interessante do que Jesus disse, porém, é esta, que se encontra na segunda metade do trecho bíblico: ele disse que, quando as pessoas veem o bem que fazemos, isso as leva a glorificar a Deus, não a nós.

O que talvez pareça um tanto chato. Se estamos fazendo algo que é bom, será que não queremos reconhecimento? Não seria esse um aspecto de sermos amados? Mas o fato de que todas as nossas boas qualidades apontam para a Mente divina, Deus, nos traz muita segurança, porque significa que são constantes; e não que estão disponíveis de acordo com que os outros pensam sobre nós, ou com aquilo que pensamos sobre nós mesmos. Visto que essas qualidades vêm de uma fonte infinita, não nos falta nenhuma delas. Nossa identidade espiritual é “a plena representação da Mente”, conforme Mary Baker Eddy diz em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras (p. 591).

Você também pode utilizar outro nome para Deus, e dizer que nossa identidade real é a plena representação do Amor. E isso nos faz, de verdade, começar a avançar um pouco em termos de amarmos a nós mesmos. Se somos a plena representação do Amor, então temos de ser amorosos, amáveis e amados — quer sempre sintamos e acreditemos nisso, quer não.

Constatei esse fato uma vez em que viajei para a França. Enfrentei muitas dificuldades no início dessa viagem. Eu tinha deixado algumas mágoas e relacionamentos estremecidos para trás, e não me sentia nem um pouco amado. Mas depois de duas semanas de viagem, tive uma experiência maravilhosa, em uma paisagem da França, em uma encosta, olhando para o mar.

Primeiro, eu estava aos berros com Deus devido a todas aquelas coisas terríveis, e perguntava a Ele por que Ele não havia feito nada a respeito. Quando minhas reclamações finalmente terminaram, veio um momento de silêncio sagrado, e de repente eu simplesmente me senti amado. Profunda e divinamente amado. Eu soube, sem dúvida alguma, que era amado. E esse amor era mais importante do que qualquer das coisas sobre as quais eu estivera berrando; era a razão pela qual eu existia. Eu estava curado, e sabia com mais clareza quem eu era; não aquela pessoa cheia de desilusões e problemas — eu era amado.

O restante da minha viagem — aliás, o resto da minha vida — foi transformado por aquela calma manhã na França. Afinal de contas, só podemos dar aquilo que temos. Então, se você é amado — se sabe que é amado — pode dar amor livremente. E quando agimos assim, esse amor volta para nós e nos inunda! Pode-se dizer que saber o fato espiritual fundamental de que somos amados cria um ciclo contínuo de amar e sentir-se amado, sentir-se amado e amar.

Nunca é tarde para amar mais. Nunca é tarde demais para admitir que você é profundamente amado. A cada dia, a cada manhã, você pode lembrar a si mesmo: “Eu sou amado, eu sou amoroso, eu sou amável”. E você vai ver, como eu vi, que isso é de fato verdade.

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Mary Sands Lee, Christian Science Sentinel, July 7, 1956

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