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Para toda a família humana

From The Herald of Christian Science - May 26, 2022


Há alguns anos, durante uma viagem à Tailândia, visitei uma Sociedade da Ciência Cristã para assistir ao culto de domingo. Como fui o primeiro a chegar, sentei-me em uma das pequenas cadeiras de madeira e fiquei esperando pelo início do culto. Logo, um jovial e alegre cavalheiro chegou. Com o rosto iluminado, ele perguntou se eu estaria disposto a participar do culto com ele, naquela manhã, lendo em voz alta a Lição-Sermão Bíblica (que se encontra no Livrete Trimestral da Ciência Cristã). Logo, mais algumas pessoas do local se juntaram a nós, enquanto a mensagem do Cristo era lida.

Aquele grupo de pessoas ali reunidas trouxe-me à mente a alegria, o amor e o poder da comunidade cristã dos primeiros tempos, mencionada por Mary Baker Eddy junto a alguns dos primeiros membros da Igreja de Cristo, Cientista, quando votaram para: “Organizar uma igreja com a finalidade de lembrar e honrar a palavra e as obras de nosso Mestre, e com o dever de restabelecer o Cristianismo dos primeiros tempos e seu elemento de cura, que se havia perdido” (Manual da Igreja, p. 17). Durante o culto, talvez estivéssemos pensando em línguas diferentes, mas todos vivenciamos um senso de igreja em um só Espírito. Qualquer pessoa que tivesse assistido a esse culto teria sentido o toque sanador de Deus, do Amor divino, e levado essa elevação cristã à comunidade. Onde quer que seja, cada vez que isso acontece, o impacto vai além de nosso entorno imediato e aumenta a fermentação do pensamento de “toda a família humana”.

“Toda a família humana” (Escritos Diversos 1883–1896, p. 98) foi uma frase usada pela Sra. Eddy durante uma preleção em Chicago, em 1888. Refere-se a uma razão poderosa para nos unirmos como Cientistas Cristãos e apoiarmos uns aos outros, a fim de encontrar caminhos e meios não apenas para melhorar a nós mesmos, mas para ajudar toda a humanidade a encontrar dentro de si o espírito do Cristo já presente.

Jesus estabeleceu o padrão. Seu trabalho de cura provou que, quando qualquer coração anseia por plenitude — por uma expressão mais completa da Vida e do existir — tal pensamento de busca inevitavelmente desperta para compreender a ideia espiritual de Deus como a Vida e o Amor, revelando como vivermos juntos, sem medo.

Esse despertar do pensamento traz cura, mas não apenas para a pessoa curada. Quando Jesus restaurou a visão a um cego, que rapidamente havia se levantado, lançando de si a capa para encontrar-se com o Mestre e obter a visão (ver Marcos 10:46–52) — a presença do Cristo também afetou aqueles que estavam próximos. Eles viam o cego mendigo, Bartimeu, como alguém limitado, defeituoso — inferior ou diferente daquilo que consideravam ser uma pessoa normal. Não tendo aprendido nem experimentado o fato de que o homem e o Espírito, Deus, são um, a multidão assim condicionada preferia impedi-lo de buscar a cura, em vez de ajudá-lo a ser curado.

Mas a cura pelo Cristo é mais poderosa do que qualquer cultura arraigada. É a verdade que elimina convenções e percepções errôneas, falsas influências e maus hábitos, e desperta a espiritualidade adormecida. O espírito-Cristo reconhece e irradia o senso da universalidade da humanidade como filhos de um Deus único, e dissipa os compartimentos dos pensamentos originados da opinião coletiva, os quais muitas vezes estão em conflito uns com os outros, dividindo as pessoas em vez de ajudar na compreensão da família humana como um “todo unido”. Aceito no coração, o Cristo traz a cura física, e também faz muito mais. Essa verdade afirma aquilo que une a todos nós: nossa inseparabilidade de um Deus discernido por meio do Cristo, a Verdade, bem como nossa expressão inata de Deus em nosso amor uns pelos outros. Nesse caso bíblico, esse amor transpareceu à medida que a resistência das multidões desapareceu. Eles disseram a Bartimeu: “…Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama”. Todos haviam sido tocados pela presença do Cristo.

O Cristo inclusivo e abrangente traz unidade e completude à igreja e, portanto, à humanidade. Na igreja, todos são bem-vindos porque todos são necessários, da mesma forma que o acorde final é necessário para encerrar uma composição musical ou o goleiro é necessário para completar um time de futebol. Até mesmo a “totalidade” da humanidade com a qual nunca entramos em contato é necessária, e todos os que conhecemos, assim como todos os que ainda não conhecemos, precisam e merecem nosso abraço mental amoroso.

Em medidas humanas, certamente é uma grande tarefa tentar cuidar dessa família global. No entanto, deve ser uma tarefa factível porque ela faz parte de uma “Oração Diária” que reconhece a Palavra de Deus enriquecendo “os afetos de toda a humanidade” (Manual, p. 41).

Apoiar a humanidade para que compreenda esses afetos enriquecidos requer um tipo e um grau diferente de amor. A Sra. Eddy indica esse paradigma transformador de vida: “A verdadeira oração não é pedir amor a Deus; é aprender a amar e a incluir toda a humanidade em um único afeto” (Não e Sim, p. 39). Você já pensou em como nos sentiríamos, se nossas orações fossem tão inclusivas que pudéssemos abraçar mentalmente toda a criação de Deus? Isso não acontecerá se estivermos absortos no ego, mas sim por meio da amplitude e da elevação, da infinitude e da natureza sempre em expansão do amor de Deus por todos — por meio do conhecimento da Palavra de Deus e do Cristo, a ideia perfeita de homem, que é a verdadeira natureza de todos, sem exceção.

O esforço humano, com toda a empatia que pudermos reunir, não é, por si só, suficiente. Mas nosso senso espiritual originado em Deus, abrangendo toda a humanidade, torna essa ajuda possível. Nós compreendemos, no mesmo instante, a plenitude divina real, já presente, de cada membro da família. Só então podemos dizer: “Tenha bom ânimo; O amor do Cristo lhe chama porque você é a criatura amada de Deus, você é uma parte necessária de ‘toda a família humana’ ” — um acorde harmonioso, protegido.

Rich Evans
Membro da Diretoria da Ciência Cristã

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Mary Sands Lee, Christian Science Sentinel, July 7, 1956

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