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De tentativas de educar por força de vontade, a uma solução inspirada por Deus

From The Herald of Christian Science - August 2, 2021


Nosso filho era inteligente, disso eu não tinha dúvida alguma. Desde muito pequeno, ele demonstrava bastante facilidade em estabelecer relações, compreender o ambiente em que vivia, falar claramente, ser criativo, lembrar-se de piadas e recontá-las. Mas a escola era outro assunto. Ele não gostava da escola e parecia não reconhecer sua importância. 

Eu havia sido professora, e assim foi natural sentir-me responsável por tomar providências para que meu filho não fosse prejudicado no futuro por não ir bem na escola. Então eu ficava perto dele, estimulando-o, dando sermão e encorajando-o de todas as maneiras que eu podia imaginar. As horas de fazer o dever de casa eram estressantes e decepcionantes. No íntimo, eu me perguntava se nosso filho não estaria se boicotando, com medo de tirar notas boas, e assim meu marido e eu passarmos a pressioná-lo para que continuasse a estudar para entrar em uma faculdade após concluir o ensino médio. 

Essa situação — que provavelmente foi tão angustiante para nosso filho quanto foi para mim — durou por alguns anos, até que se tornou insuportável. Naquele momento, meu marido me disse que achava que era hora de insistir para que o menino, então já no ensino médio, assumisse a responsabilidade por suas tarefas escolares, sem minha supervisão constante. Concordei, mas não achei que encontraria palavras ou argumentos que eu já não houvesse usado repetidas vezes para explicar a necessidade dessa mudança.

Então, em total desespero, perguntei a Deus com absoluta sinceridade qual seria a melhor maneira de passar a mensagem para o menino. Ponderei o assunto e orei por algumas semanas, em busca de uma resposta e das palavras certas a serem usadas. Um dia me deparei com um trecho do livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, no qual a autora, Mary Baker Eddy, faz uma comparação com uma imagem — ou semelhança — refletida no espelho, e diz que o reflexo tem de fazer o que o original faz. Em parte, está escrito: ”Se falas, os lábios dessa semelhança se movem de acordo com os teus” (p. 515). De repente, me ocorreu que meus lábios só podiam dizer o que Deus estivesse dizendo, e que eu podia confiar em Deus e deixar que Ele estabelecesse e determinasse as palavras que iriam sair da minha boca! Senti-me profundamente aliviada, embora ainda não soubesse exatamente o que eu iria dizer.

Alguns dias depois, meu marido convocou uma reunião da família na mesa da cozinha. Nosso filho e meu marido sentaram-se às cabeceiras da mesa, e eu me sentei em uma das laterais. Mais uma vez recorri a Deus em pensamento, respirei fundo, e então meu marido começou a falar! Com calma autoridade, explicou que era responsabilidade de nosso filho concluir o ensino médio, e lhe disse que eu já não iria ajudá-lo com o dever de casa. Em menos de cinco minutos a ordem foi tranquilamente restabelecida, de modo bastante apropriado, enquanto o garoto ouvia atentamente e aceitava o que o pai estava dizendo. Eu me senti como espectadora em uma partida de tênis, seguindo o desenrolar da conversa entre eles.

Foi um enorme progresso para todos nós. Meu marido havia ensinado aos nossos filhos muitas habilidades práticas, tais como trocar um pneu furado ou fazer consertos na casa. Mas nunca havia assumido um papel de liderança quanto ao monitoramento dos deveres escolares. Naquele dia, à mesa da cozinha, ele disse essencialmente as mesmas coisas que eu estivera dizendo ao nosso filho, mas foi algo inédito ouvir as mesmas coisas serem apresentadas pelo pai. As explicações fluíram com um poder surpreendente, que veio de Deus. Fiquei profundamente grata ao ver a solução surgindo dessa maneira tão natural, sem que eu tivesse de dizer sequer uma palavra. 

      Nosso filho começou a assumir a responsabilidade por suas tarefas escolares, e tudo mudou rapidamente. Ao concluir o ensino médio ele estava entre os melhores alunos da turma, e por sua própria iniciativa conseguiu uma pequena bolsa de estudos para o curso universitário que havia escolhido. 

Esse precioso exemplo de uma solução vinda de Deus de maneira tão inesperada continua sendo uma inspiração para mim.

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Mary Sands Lee, Christian Science Sentinel, July 7, 1956

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